A Reforma Tributária é um dos temas mais discutidos do momento no cenário econômico brasileiro. Aprovada em etapas ao longo de 2023 e 2024, a proposta traz mudanças significativas na forma como impostos são cobrados, especialmente sobre o consumo. Para as empresas, isso significa uma nova realidade fiscal que exige adaptação, planejamento e, acima de tudo, organização para evitar riscos.
O que muda com a Reforma Tributária?
O principal objetivo da reforma é simplificar o sistema tributário brasileiro, considerado um dos mais complexos do mundo. A mudança mais relevante está na unificação de tributos sobre o consumo, criando o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).
Na prática, isso substitui tributos como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS, reduzindo a sobreposição de cobranças e trazendo mais clareza para empresas e consumidores. Outra mudança importante é a criação do Imposto Seletivo, que incidirá sobre produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.
Etapas de transição
A implementação da reforma será gradual, prevista para acontecer entre 2026 e 2033. Esse período de transição foi estabelecido justamente para dar tempo às empresas se adaptarem. Entre as etapas mais relevantes estão:
- Fase de testes: em 2026, começa a cobrança da CBS em regime de alíquota reduzida, para ajustes iniciais.
- Período de convivência: de 2027 a 2032, o novo sistema funcionará em paralelo ao antigo.
- Implantação definitiva: em 2033, o modelo atual será extinto, e apenas o IBS e a CBS permanecerão.
O nível de preparo das empresas
Apesar de toda a relevância da reforma, muitas empresas ainda não se sentem prontas para lidar com as mudanças. Uma pesquisa realizada pela consultoria Robert Half mostra que apenas 11% das companhias se consideram totalmente preparadas para as alterações no sistema de impostos sobre o consumo. Metade das empresas (50%) avalia que poderia estar mais bem preparada, enquanto 37% se consideram despreparadas, mesmo já tendo iniciado algum estudo sobre os impactos da reforma.
Esses números deixam claro que a adaptação não será simples — exigindo ajustes em processos contábeis, fiscais e financeiros.
Como as empresas devem se preparar?
Para não serem pegas de surpresa, as empresas precisam adotar uma postura proativa. Entre as principais ações estão:
- Mapear os impactos financeiros: entender como a nova tributação vai afetar margens de lucro, preços e fluxo de caixa.
- Revisar processos internos: sistemas de faturamento, notas fiscais e conciliações precisarão ser ajustados.
- Investir em tecnologia: a automação financeira será aliada essencial para lidar com as mudanças, garantindo maior precisão nos cálculos e relatórios.
- Capacitar equipes: times fiscais, contábeis e financeiros precisarão de treinamento constante para acompanhar as regras.
- Acompanhar atualizações legais: a regulamentação ainda está em andamento, e ajustes podem ocorrer ao longo da transição.
Conclusão
A Reforma Tributária inaugura uma nova fase no ambiente de negócios brasileiro, prometendo simplificação, mas também exigindo adaptação e investimento. As empresas que se prepararem desde já estarão mais bem posicionadas para enfrentar a transição com segurança e eficiência.
Quer entender como a automação pode ajudar sua empresa a se adaptar às mudanças do cenário tributário? Acompanhe o blog da Pagô para mais conteúdos atualizados sobre finanças e tecnologia.